Era uma noite linda, esperada há anos, desejada talvez há séculos.
Era uma história de amor, mas de verdade. Imitava os moldes de Tristão e Isolda, Scarlett O'Hara e Rhett Butler, mas essa era melhor. Era real!
Era como dormir e acordar num sonho.
Eram duas pessoas que se amavam há tempos... E o mesmo tempo que um dia afastou, foi capaz de uni-las.
Ele era másculo, bonito e seu olhar marcante era capaz de incitar qualquer menina. Já havia sido um Don Juan de Las Manchas de Batom. Já havia vivido poucas e boas aventuras movidas pela paixão. Mas com o passar do tempo pode descortinar o seu passado, onde percebeu que os prazeres momentâneos dessas façanhas não lhe custavam aquele sorriso inesquecível.
Sorriso esse que mesmo dormindo não esquecia, afinal, insistentemente ele morava em seu pensamento, assim incondicionalmente. O sorriso tinha nome, endereço e telefone e por sinal era lindo! Julieta, que significa originalidade, era uma dama de altíssimo nível, tipicamente desejada para torna-se esposa de qualquer marmanjo nobre ou arredio. Mas seu coração tinha dono: Romeu (o ex-Don Juan).
Nem todo casal tem direito a uma segunda chance. Eles tiveram e por mais que pudessem ludibriar suas intenções, no fundo sabiam que se prevalecesse o amor, não importava quando, mas o destino ia dar um jeito de reconciliá-los. E assim aconteceu. Naquela noite de inverno desfrutaram do melhor dos verões, sedentos e famintos de si mesmos. Enlouquecidos de amor e vidrados de afeição.
O tão esperado casamento ocorreu numa bela mansão, que tinha um majestoso riacho. A iluminação decorosa era romântica e se integralizava com o honroso jardim. Todos os convidados eram partidários desse lindo romance e estavam afortunados com tamanha fidalguia.
A trilha sonora foi escolhida a dedo pelos enamorados. Cada canção selecionada marcava uma época vivida por eles. E juntos, bailavam e a cada passo desenhavam a mais linda história de amor.
Passaram por cima de todos os preconceitos. Venceram seus próprios limites e suas saudades. Transgrediram alianças maternais. Tudo em nome do amor. Devotos de si mesmos.
Apenas uma palavra seria capaz de defini-los: idílico – dignos de composição poética e ponto final.
VIVA O AMOR LIVRE!
Marcia Magalhães







3 comentários:
viva..sempre o mar..indente a que é direcionado..amor é sempre amor..
Lindo post..
Uma segunda chance tiraria a originalidade da obra rs
Uma segunda chance?
Há coisas que devem seguir uma única linha.
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