quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Que semideus que nada!


Como todo poeta, eu também tenho meus dias de solidão. Assim, me tranco em casa e esqueço-me da realidade lá fora, mesmo com as intensas buzinas e falatórios frequentes à minha janela.
Acredito que todo ser humano é regido por ambiguidades. Todo mundo é forte e também é fraco. Somos ora alegres, ora tristes. Inclusive, esta regra é a única que aos meus olhos não tem exceção.

Sou mulher sim, com garra, força, determinação, mas estou longe de ser uma Mulher Maravilha, aquela que julgo ser desprovida de insegurança, medo, imbatível e invencível. Sinceramente, uma barata me nocauteia, uma saudade me definha e uma mentira me descontrola. E que saber? Não estou nem aí pro que vão falar ou especular sobre mim.

Estou farta de semideuses, o mundo precisa de pessoas simples, transparentes, principalmente sinceras, que batam de frente com as adversidades, que assumam seus pontos fracos e que não tenham vergonha de expressar seus sentimentos, de confessar uma infâmia sequer.

Graças a Deus, mesmo eu sendo destituída de superpoderes, eu me amo inteiramente, minha auto-estima está elevada, ao ponto de eu não precisar que os outros me digam que sou a melhor para só assim eu acreditar no meu valor.

Pobre de quem ainda vive valorizando os heróis. Deveriam olhar para si mesmos, legitimar seus defeitos e qualidades e desenvolver suas próprias potencialidades.
Se pra isso você tiver que chorar, gritar, sorrir ou cantar, não se preocupe! Não encarne um personagem, SEJA VOCÊ! Isso é o que verdadeiramente importa!

Boa quinta pra todos!

Sinceramente,

Marcia Magalhães

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