
Ontem, uma amiga que está com problemas afetivos me telefonou contando mais um episódio do seu caso de amor. Pra quem lê é apenas um conto, mas pra quem vivencia, como ela, é um pesar daqueles bem profundos. Afinal, ninguém gosta de sofrer. Nem mesmo por amor, não é mesmo??? O amor deveria vir sempre com a certeza de que seria correspondido. Amar é participar, não é apenas dar e receber. A minha amiga não sofre desse pesar sozinha, com ela sofre uma multidão, tanto homens como mulheres, independente da idade ou religião.
Domingo é dia da coluna da saudosa Martha Medeiros no Jornal O Globo. Eu como fã inveterada dela, não perco um domingo sequer. Ao ler a sua crônica lembrei-me da minha querida amiga. E foi batata: quando a mesma ligou eu pude explicá-la o que estava acontecendo naquele instante... o instante das contradições.
Segue o texto da Martha na íntegra:
As contradições do amor
"Eu estava quieta, só ouvindo. Éramos eu e mais duas amigas numa mesa de restaurante e uma delas se queixando, pela trigésima vez, do seu namoro caótico, dizendo que não sabia por que ainda estava com aquele seqüelado etc., etc. Estava planejando terminar com o cara de novo, e a gente sabia o quanto essa mulher sofria longe dele. Eu estava me divertindo diante desse relato mil vezes já escutado: adoro histórias de amor meio dramáticas. Foi então que a terceira componente da mesa, que é psicanalista, disse a frase definitiva:- Eu, se fosse você, não terminava. Às vezes ficamos mais presas a um amor quando ele termina do que quando nos mantemos na relação.Tacada de mestre.A partir daí, começamos a debater essa inquestionável verdade: em determinadas relações, ficamos muito mais sufocadas pela ausência do homem que amamos do que pela presença dele. Creio que vale para ambos os sexos, aliás. Um namoro ou casamento pode ser questionado dia e noite. Será que tem futuro? Será que vou segurar a barra de conviver com alguém tão diferente de mim? Será que passaremos a vida assim, às turras? Óbvio que não há respostas para essas perguntas, elas são feitas pelo simples hábito de querer adivinhar o dia de amanhã, mas a verdade é que, mesmo sem certificado de garantia, a relação prossegue, pois, além de dúvidas, existe amor e desejo. E isso ameniza tudo. Os dois estão unidos nesse céu e inferno. Até que um dia, durante uma discussão, um dos dois se altera e termina tudo. Alforria? Nem sempre. Aí é que pode começar a escravidão. 14 dez (20 horas atrás) Gloria continuaçãoNossa amiga queixosa, a da relação ioiô, perdia o rumo cada vez que terminava com o namorado. Aí mesmo é que não pensava em outra coisa. Só nele. Não conseguia se desvencilhar, mesmo quando tentava. Todas as suas atitudes ficavam atreladas a esse homem: queria vingar-se dele, ou fugir dele, ou atazaná-lo - cada dia uma decisão, mas todas relacionadas a ele. Só quando reatavam (e sempre reatavam) é que ela descansava um pouco desse estresse emoconal e se reconciliava com ela mesma.Eu nunca havia analisado o assunto por esse ângulo. Sempre achei que a sensação de asfixia era derivada de uma união claustrofóbica e a sensação de liberdade só era conquistada com o retorno à solteirice. Mas o amor, de fato, possui artimanhas complexas.Minha amiga finalmente terminou sua relação tumultuada e hoje está vivendo um casamento mais maduro e sereno. Aquele nosso papo foi há alguns anos, mas nunca mais esqueci essa inversão de sentimentos que explica tanta angústia e tanta neura. Por que temos urgência de abandonar um amor pelo fato de ele não ser fácil? Quem garante que sem esse amor a vida não será infinitamente mais difícil? Às vezes é melhor uma rendição que nos garanta liberdade do que fugir de um amor que não foi vivido até o fim. Foi isso que nossa amiga psicanalista quis dizer durante o jantar: não antecipe o término do que ainda não acabou, espere a relação chegar até a rapa, e aí sim. Em determinadas relações, ficamos muito mais sufocadas pela ausência do homem que amamos do que pela presença dele. Creio que vale para ambos os sexos, aliás."
Amiga,
Falar de amor é fácil, difícil é enganar o coração.
"Taí " uma música que tem tudo a ver com a trilha sonora do AMOR!
"Para quem bem viveu o amor...
Duas vidas que abrem, Não acabam com a luz.
São pequenas estrelas que correm no céu
Trajetórias opostas
Sem jamais deixar de se olhar
É um carinho guardado
No cofre de um coração que voou.
É um afeto deixado nas veias
De um coração que ficou.
É a certeza da eterna presença
Da vida que foi...
Na vida que vai...
É saudade da boa!!
Feliz cantar...
Que foi bom e pra sempre será!
Mais maravilhosamente amar..."
Beijos e boa semana pra todos com muito amor.






2 comentários:
Primeiro de tudo: A Marta Medeiros é tudo né gente??? Fala sério!!!
Segundo: Eu sei que vc amaaaaaa essa autora amiga e estou louca para ler todos os livros dela, principalmente aqueles que vc me indicar!
Espero sua indicação no meu blog! =)
Terceiro: Concordo em gênero, número e grau com o texto. Viva tudo o que se tem para viver, sem medo e com muita coragem.
Amores começam todos os dias como também terminam, portanto, desde que este amor (seja ele qual for) não passe dos limites que cada um suporta, siga! Força!
Viva tudo que há para viver para depois, quando olhar para trás depois de alguns anos... não se arrepender de nada!
TE AMO!
bjs
Psicanalise é tudo de bom!
Beijos em vc e na sua maezonah!
Ca
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