segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Saudades Eternas

Em 3 décadas tive que me confortar com uma seqüência de perdas: avô materno, avô materna, bisavó paterna, avô paterno, tia paterna, avó paterna, pai e tia do coração. E posso dizer que toda perda tem sua dor.
Como entender que numa bela noite você está diante de uma pessoa rindo, fazendo planos, e, de repente, com a trágica notícia de que aquela pessoa está em estado gravíssimo, no CTI de um hospital? Orar ou se revoltar?Qual a melhor saída diante de um golpe do destino? Preferi orar com todas as minhas forças.
Inevitavelmente ocorreu o inesperado: o falecimento. Assim, de maneira abrupta.
Como explicar ao coração e para si mesmo que jamais iremos mirar aquele doce olhar; jamais iremos sentir aquele caloroso abraço; jamais iremos dividir aquela picanha e aquele copão de coca-cola. Não tem explicação que nos convença diante da morte, dessa interrupção de episódios.
A saudade vira a companhia que tenta substituir o indelével. Nesse momento percebemos que Renato Russo estava certo: "É preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanhã".
Tia, tristeza para nós, meros mortais, que teremos que viver nesse mundo hostil sem a sua bondade. Mas, o que me conforta é que o céu está mais iluminado, pois foi contemplado com uma linda estrela em sua constelação: VOCÊ!
O amor que sentimos e sempre iremos sentir por ti fará com que você permaneça viva em nossos corações. A sua trajetória continua, mas num plano mais evoluído, num mundo onde a bondade e o amor são fatores fundamentais.
Muita luz pra você e que Jesus te abençoe.
Com todo amor do mundo,
Marcia Magalhães

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